Para vender mais no Natal, compre estoque com base no que já vendeu, monte kits prontos em três faixas de preço, divulgue no WhatsApp e no Instagram a partir do fim de novembro e concentre esforço na semana de 19 a 24 de dezembro. Deixe Pix, parcelamento e regra de troca claros antes do pico.
O Natal é a data que mais vende no ano. Também é a que mais castiga quem chega sem estoque, sem kit montado e sem plano para a semana final.
Pontos-chave
- A CNC projetou R$ 72,71 bilhões em vendas no varejo no Natal de 2025, alta de 2,1% sobre 2024 e melhor resultado desde 2014.
- A pesquisa CNDL/SPC Brasil estimou 124,3 milhões de compradores no Natal de 2025, com 4 presentes por pessoa em média.
- Roupas (52%), perfumes e cosméticos (36%), calçados (30%) e brinquedos (30%) lideram a lista de presentes, segundo a CNDL/SPC Brasil.
- O Dieese calculou que o 13º salário injetaria R$ 369,4 bilhões na economia em 2025, pagos a 95,3 milhões de pessoas.
- Na semana do Natal de 2025, o e-commerce cresceu 10,2% e a loja física 1,8%, segundo o ICVA da Cielo.
- A Confi Neotrust registrou o pico de vendas online em 19 de dezembro de 2025, com desaceleração em 24 e 25.
- A loja física não é obrigada a trocar presente por gosto ou tamanho, mas a promessa de troca vira obrigação; online, o CDC garante 7 dias de arrependimento.
Quanto o Natal movimenta no varejo e o que mudou em 2025?
O Natal é a maior data do varejo brasileiro: a CNC projetou R$ 72,71 bilhões em vendas em 2025, alta de 2,1% sobre os R$ 71,2 bilhões de 2024. Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), foi o maior volume desde 2014. Supermercados responderam por R$ 31,51 bilhões (43,3%) e vestuário e calçados por R$ 22,82 bilhões (31,4%).
Segundo José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, "Em um ano de desaceleração da economia e do comércio, a estimativa representa esperança para os varejistas". A CNC também previu 112,6 mil vagas temporárias, contra 107,1 mil em 2024.
A pesquisa da CNDL e do SPC Brasil mediu o Natal pelo lado do comprador. A entidade estimou R$ 84,9 bilhões movimentados na economia, com 76% dos brasileiros dispostos a presentear, o equivalente a 124,3 milhões de pessoas. Cada comprador planejava dar 4 presentes em média, e 5 nas classes A e B.
O que o resultado do Natal de 2025 ensinou ao pequeno lojista?
O Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) mediu alta nominal de 2,6% nas vendas de 19 a 25 de dezembro de 2025, com o e-commerce crescendo 10,2% e o varejo físico 1,8%. Drogarias subiram 10,3% e cosméticos e higiene 5,5%, enquanto vestuário caiu 0,4%.
Segundo Carlos Alves, vice-presidente de Negócios da Cielo, "O consumidor adotou um comportamento mais racional, priorizando itens essenciais". A leitura para a loja pequena é direta: presente útil, de preço claro e fácil de comprar pelo celular vendeu melhor que o presente supérfluo e caro.
| Indicador do Natal 2025 | Número | Fonte |
|---|---|---|
| Vendas do varejo (projeção) | R$ 72,71 bilhões, alta de 2,1% | CNC, dez. 2025 |
| Compradores de presentes | 124,3 milhões, 4 presentes em média | CNDL/SPC Brasil, nov. 2025 |
| 13º salário injetado na economia | R$ 369,4 bilhões, 95,3 milhões de pessoas | Dieese, nov. 2025 |
| E-commerce, Black Friday ao Natal (projeção) | R$ 26,82 bilhões, ticket de R$ 700,70 | Abiacom, dez. 2025 |
| E-commerce de 19 a 31 de dezembro (realizado) | R$ 10,8 bilhões, alta de 18,7% | Confi Neotrust, jan. 2026 |
| Vendas de 19 a 25 de dezembro (realizado) | Alta de 2,6%; online 10,2%; físico 1,8% | ICVA Cielo, dez. 2025 |
Fonte: CNC (2025), CNDL/SPC Brasil (2025), Dieese (2025), Abiacom (2025), Confi Neotrust (2026) e ICVA Cielo (2025).
O que se sabe sobre o Natal de 2026?
A CNC ainda não divulgou a projeção para o Natal de 2026; a entidade costuma publicar a estimativa entre novembro e dezembro. O termômetro disponível vem da Fecomércio MG: em pesquisa com 416 empresas mineiras feita entre 26 de junho e 7 de julho de 2026, o Natal apareceu como a data de maior impacto do segundo semestre, e 40,9% dos empresários esperam resultado melhor que no ano anterior.
Quando começar a preparar a loja para o Natal de 2026?
A preparação para o Natal de 2026 começa em outubro, porque o dinheiro chega antes da data e o pico de compras online acontece seis dias antes do dia 25. O Natal de 2026 cai numa sexta-feira, e a véspera, numa quinta. O calendário do pequeno lojista tem três momentos: a compra do estoque, a entrada do 13º e a corrida da última semana.
O 13º salário é o combustível da data. Segundo o Dieese, o pagamento do 13º em 2025 somou R$ 369,4 bilhões, o equivalente a 2,9% do PIB, com valor médio de R$ 3.512,00 por beneficiário. Esse dinheiro decide o tamanho do presente.
A abertura da temporada online é a Black Friday. A Abiacom mediu o e-commerce do Natal desde a semana da Black Friday até 25 de dezembro, justamente porque o consumidor antecipa presentes nas promoções de novembro. Quem quer separar as duas campanhas encontra o roteiro de novembro no guia de como preparar sua loja para a Black Friday.
O pico vem depois. Segundo Léo Homrich Bicalho, head de Negócios da Confi Neotrust, "O pico de volume e receita ocorreu no início do período (dia 19), com uma desaceleração natural nos dias 24 e 25". Em 2026, o dia 19 de dezembro cai num sábado.
| Período | O que acontece | O que a loja faz |
|---|---|---|
| Outubro | Fornecedores fecham pedidos de fim de ano | Define produtos principais e confirma prazos de entrega |
| Novembro | Black Friday abre a temporada; 13º começa a entrar | Monta kits, fotografa e publica no catálogo |
| 1 a 18 de dezembro | Cliente pesquisa e compara preços | Divulga kits, responde rápido e repõe o que gira |
| 19 a 24 de dezembro | Pico de pedidos online no dia 19 | Prioriza entrega local, retirada e Pix |
| 26 a 31 de dezembro | Pós-Natal: trocas e compras de Ano Novo | Atende trocas e oferece complemento |
Fonte: elaboração própria com base em Dieese (2025), Abiacom (2025), Confi Neotrust (2026) e Sebrae (2025).
Como calcular quanto estoque comprar para o Natal?
O estoque de Natal se calcula a partir do histórico de vendas do ano anterior e dos produtos que já giram bem, nunca a partir da vontade de ter tudo. O Sebrae recomenda, entre as dicas para o fim de ano, definir os produtos principais e confirmar a disponibilidade com fornecedores antes das festas.
Separe as vendas de dezembro passado por produto e marque os que esgotaram cedo e os que sobraram. Compre em duas levas: a primeira em outubro com o que é certo e uma reposição em dezembro só do que girar. No Stoqui, o histórico de movimentações registra cada entrada e saída por produto.
A pesquisa CNDL/SPC Brasil colocou roupas (52%), perfumes e cosméticos (36%), calçados (30%), brinquedos (30%) e acessórios (22%) no topo das intenções de compra de Natal de 2025.
Preço de reposição também pesa. Segundo a CNC, os preços dos itens natalinos subiram 2,5% em média em 2025, com joias e bijuterias em alta de 20,5% e maquiagem em alta de 8,4%, enquanto telefones caíram 7,2%. Quem compra cedo trava custo antes do reajuste do fornecedor.
Como montar kits de Natal que vendem?
Kit de Natal é um conjunto pronto de produtos, embalado e com preço fechado, que resolve o presente em um clique. O comprador de Natal compra vários presentes ao mesmo tempo: 4 em média, segundo a CNDL/SPC Brasil. Kits pensados para cada pessoa da lista poupam tempo de quem compra e aumentam o ticket.
O Sebrae orienta criar kits e combos, inclusive com parceiros comerciais, para estimular compras maiores e transmitir percepção de economia. No e-book sobre datas comemorativas, o Sebrae resume o efeito: "Em um kit, por exemplo, acaba indo um produto que seu cliente nem pensaria em comprar, mas combina bem com a seleção dos presentes."
Monte os kits pensando em quem recebe o presente. A pesquisa CNDL/SPC Brasil mostrou que, no Natal de 2025, os presenteados mais citados foram filhos (58%), mães (46%), cônjuges (40%), pais (23%) e irmãos (23%). Isso dá um mapa de kits: infantil, para ela, para o casal, para ele e lembrancinha.
- Kit lembrancinha: dois ou três itens pequenos para amigo secreto, colega e professora.
- Kit principal: um produto forte da loja com um complemento, por exemplo perfume com hidratante ou camiseta com acessório, para o presente da mãe ou do cônjuge.
- Kit premium: o melhor da loja numa embalagem caprichada, para quem paga parcelado.
- Kit com parceiro: produto da sua loja com item de outro pequeno negócio do bairro, como chocolate artesanal ou cartão escrito à mão.
Cada kit precisa de controle de estoque: se o kit usa um perfume que também é vendido avulso, as duas vendas tiram do mesmo frasco. Fotografe cada kit montado; no Stoqui, o Image Studio transforma a foto do celular em foto de catálogo.
Como divulgar a loja no Natal pelo WhatsApp e Instagram?
A divulgação de Natal funciona melhor no WhatsApp e no Instagram, porque é onde o pequeno lojista já vende e onde o cliente pesquisa presente pelo celular. Segundo o Sebrae, 82% dos pequenos negócios usam o WhatsApp para vender e 57% usam o Instagram. O Sebrae também recomenda, nas dicas de fim de ano, "Invista em ações de marketing e promova campanhas pelas redes sociais".
O comprador pesquisa antes de decidir. Segundo a CNDL/SPC Brasil, 82% dos compradores de Natal de 2025 pretendiam pesquisar preços, e 58% planejavam comprar ao menos parte dos presentes online.
A loja física continua forte. A mesma pesquisa apontou que 75% dos compradores iriam a lojas físicas. Segundo Fernando Mansano, presidente da Abiacom, "As marcas que conseguirem oferecer uma jornada integrada, do online ao físico, sairão na frente". Para a loja pequena, isso significa mostrar o kit no Instagram, fechar no WhatsApp e entregar ou deixar retirar no balcão.
- Status do WhatsApp diário: um kit por dia, com foto, preço e link de compra, de 1º a 23 de dezembro.
- Lista de transmissão segmentada: uma lista para quem comprou no Natal passado e outra para clientes recentes.
- Guia de presentes no Instagram: carrossel "presente para ela", "para ele" e "até um valor", que facilita a busca do comprador.
- Mensagem de última hora: no dia 22 ou 23, avise quais kits têm pronta entrega e até que horas sai a entrega local.
- Pós-venda de dezembro: mensagem de agradecimento depois da compra, como orienta o Sebrae, com o lembrete de troca e uma oferta para janeiro.
Desconto não é obrigatório no Natal: o cliente compra porque precisa presentear. Para usar promoção sem queimar margem, o guia de como fazer promoção na loja virtual mostra os formatos que funcionam.
Como preparar a loja para o Natal passo a passo?
Preparar a loja para o Natal é seguir oito etapas, do estoque à troca de janeiro, começando em outubro. A ordem importa: kit sem estoque não vende.
- Analise o Natal passado. Liste os produtos que mais venderam em dezembro, os que esgotaram e os que sobraram. Use esse histórico como base, não a intuição.
- Feche o pedido com fornecedores. Confirme preço, quantidade e prazo de entrega em outubro, como orienta o Sebrae. Deixe parte do caixa livre para repor em dezembro o que girar.
- Monte os kits em três faixas de preço. Crie um kit de lembrancinha, um principal e um premium, cada um com foto, preço fechado e estoque próprio.
- Publique tudo no catálogo. Coloque foto, preço e disponibilidade de cada kit num link só, como o catálogo do Stoqui, para mandar no WhatsApp, na bio do Instagram e no balcão.
- Organize pagamento e entrega. Aceite Pix e cartão parcelado e defina prazos claros para entrega local e retirada. Segundo a CNDL/SPC Brasil, 54% dos compradores de Natal planejavam pagar com Pix e 39% com cartão parcelado.
- Escreva a regra de troca. Defina por quanto tempo a loja troca presente, quais condições exige e como o cliente pede a troca. Imprima no cupom e publique no catálogo.
- Divulgue em ritmo crescente. Comece no fim de novembro, intensifique de 1º a 18 de dezembro e concentre força de 19 a 23, quando o pedido online atinge o pico.
- Prepare o pós-Natal. Separe tempo para trocas de 26 de dezembro em diante e ofereça um complemento a quem vier trocar, como acessório ou item de Ano Novo.
O que a lei exige na troca de presente de Natal?
A loja física não é obrigada a trocar presente de Natal por gosto, cor ou tamanho, mas, se prometer troca, a promessa vira obrigação; na compra online, o cliente tem 7 dias para desistir. O Código de Defesa do Consumidor (CDC, Lei 8.078/1990) só obriga a troca na loja física quando o produto tem defeito. A política de troca por gosto é decisão da loja, e o artigo 30 do CDC diz que a oferta divulgada vincula o fornecedor.
Para produto com defeito, o CDC dá prazos fixos. O artigo 26 garante 30 dias para reclamar de defeito aparente em produto não durável e 90 dias em produto durável. O artigo 18 dá ao fornecedor 30 dias para consertar; depois disso, o cliente escolhe entre troca, devolução do dinheiro ou abatimento no preço.
Na venda online e pelo WhatsApp, vale o direito de arrependimento. O artigo 49 do CDC garante 7 dias para desistir da compra feita fora do estabelecimento, contados do recebimento, com devolução imediata do valor pago. O Decreto 7.962/2013, no artigo 5º, exige que a loja informe esse direito "de forma clara e ostensiva".
| Situação | O que a lei diz | Prazo | Base legal |
|---|---|---|---|
| Presente sem defeito comprado na loja física | Troca não é obrigatória, salvo promessa da loja | O prometido pela loja | CDC, art. 30 |
| Defeito em produto não durável (roupa, cosmético) | Cliente pode reclamar; loja tem 30 dias para resolver | 30 dias | CDC, arts. 18 e 26 |
| Defeito em produto durável (eletrônico, bolsa) | Cliente pode reclamar; loja tem 30 dias para resolver | 90 dias | CDC, arts. 18 e 26 |
| Compra online ou pelo WhatsApp | Arrependimento sem justificativa, com devolução do valor | 7 dias do recebimento | CDC, art. 49; Decreto 7.962/2013, art. 5º |
Fonte: elaboração própria com base na Lei 8.078/1990 (CDC) e no Decreto 7.962/2013.
Na prática, oferecer troca por gosto vende mais no Natal, porque o comprador de 4 presentes tem medo de errar o tamanho. Guarde nota ou etiqueta de troca e escreva a regra; o guia de política de troca e devolução para loja virtual traz um modelo pronto.
Quais erros derrubam as vendas de Natal?
Os erros que mais derrubam as vendas de Natal são de planejamento: estoque errado, preço escondido e entrega sem prazo.
- Comprar estoque pela intuição: sem olhar o histórico, a loja enche a prateleira do que não gira e falta o que vende, e o caixa fica preso em janeiro.
- Não controlar o estoque entre canais: vender no WhatsApp o mesmo item que saiu no balcão gera pedido sem produto, cancelamento e cliente sem presente na véspera.
- Esconder o preço: responder "chama no privado" tira a loja da comparação de preços que 82% dos compradores fazem, segundo a CNDL/SPC Brasil.
- Prometer entrega sem prazo: o presente que chega depois do dia 24 vira reclamação e pedido de devolução, e o cliente não volta.
- Deixar a troca sem regra: sem política escrita, cada troca vira negociação, a fila de 26 de dezembro trava e a loja perde a chance de vender um complemento.
- Divulgar só no dia 24: o pico online acontece no dia 19, segundo a Confi Neotrust, e quem começa tarde perde a semana mais forte.
Como o Stoqui ajuda a vender mais no Natal?
O Stoqui é um aplicativo de vendas, estoque e catálogo que junta catálogo digital, PDV e controle de estoque num app só, com plano gratuito para começar e checkout pelo WhatsApp a partir do plano Pro. Segundo a empresa, mais de 40 mil lojistas usam o Stoqui no Brasil, e a loja fica pronta em 4 minutos.
No Natal, o ponto mais sensível é o estoque. O controle de estoque do Stoqui dá baixa automática a cada venda na loja online, no WhatsApp e no PDV, com um estoque único para todos os canais. O lojista configura um estoque mínimo e recebe os alertas "Estoque baixo" e "Sem estoque" antes de vender o que não tem.
A divulgação e a venda ficam no mesmo link. O catálogo do Stoqui mostra foto, preço e variações de cada kit, e o checkout pelo WhatsApp transforma o carrinho numa mensagem pronta com itens, quantidades e subtotal. O cliente paga com Pix, cartão em até 12 vezes, boleto ou Pix parcelado, e o Stoqui não cobra comissão sobre as vendas, segundo a empresa.
Para fotografar kits sem estúdio, o Image Studio do Stoqui transforma a foto do celular em foto de catálogo, com 30 estilos. No plano Black, o Stoqui inclui recuperação de carrinho abandonado e emissão de NF-e e NFC-e. Elaine Cocco, da Coccos Moda Feminina Plus Size, resume a experiência: "É completo, prático e muito fácil de usar".
Perguntas frequentes sobre como vender mais no Natal
Quando começar a preparar a loja para o Natal?
A preparação para o Natal começa em outubro, com a compra do estoque e a confirmação de prazos com fornecedores. Em novembro, a loja monta kits e publica no catálogo. Em dezembro, intensifica a divulgação até o pico de pedidos online, que em 2025 aconteceu no dia 19, segundo a Confi Neotrust.
Quanto o Natal movimenta no comércio?
O Natal movimenta dezenas de bilhões no varejo. A CNC projetou R$ 72,71 bilhões em vendas no Natal de 2025, alta de 2,1% sobre 2024. Pelo lado do comprador, a CNDL/SPC Brasil estimou R$ 84,9 bilhões movimentados na economia, com 124,3 milhões de pessoas comprando presentes.
Qual é a projeção de vendas para o Natal de 2026?
A CNC ainda não divulgou a projeção para o Natal de 2026 até outubro de 2026; a entidade costuma publicá-la entre novembro e dezembro. A Fecomércio MG ouviu 416 empresas mineiras em 2026, e 40,9% esperam resultado melhor que no Natal anterior.
Como o 13º salário influencia as vendas de Natal?
O 13º salário é o principal reforço de renda do fim de ano. Segundo o Dieese, o pagamento do 13º em 2025 injetou R$ 369,4 bilhões na economia, para 95,3 milhões de pessoas, com valor médio de R$ 3.512,00. Esse dinheiro define quantos presentes o cliente compra e quanto gasta.
Quantos presentes cada pessoa compra no Natal?
Cada comprador planejava dar 4 presentes em média no Natal de 2025, segundo a pesquisa CNDL/SPC Brasil, e 5 nas classes A e B. Por isso, kits para diferentes pessoas da lista, como filho, mãe e cônjuge, funcionam melhor no Natal do que em datas de presente único.
Quais são os presentes mais vendidos no Natal?
Roupas lideram as intenções de compra de Natal, com 52%, segundo a CNDL/SPC Brasil em 2025. Depois vêm perfumes e cosméticos (36%), calçados (30%), brinquedos (30%) e acessórios (22%). A Abiacom citou moda e acessórios, brinquedos, eletrônicos, beleza e decoração entre as categorias do e-commerce.
Para quem os brasileiros compram presente de Natal?
Os filhos são os mais presenteados no Natal, citados por 58% dos compradores na pesquisa CNDL/SPC Brasil de 2025. Em seguida vêm mães (46%), cônjuges (40%), pais (23%) e irmãos (23%).
O e-commerce vende bem no Natal?
Sim, o e-commerce cresce mais que a loja física no Natal. Na semana de 19 a 25 de dezembro de 2025, o ICVA da Cielo mediu alta de 10,2% nas vendas online, contra 1,8% no varejo físico. A Abiacom projetou R$ 26,82 bilhões no e-commerce da Black Friday ao Natal de 2025.
Qual é o dia de maior venda online no Natal?
O dia 19 de dezembro foi o pico de volume e faturamento do e-commerce no Natal de 2025, segundo a Confi Neotrust. As vendas desaceleraram nos dias 24 e 25. Em 2026, o dia 19 cai num sábado, e a loja deve chegar a essa data com estoque e divulgação no máximo.
O cliente prefere comprar na loja física ou online?
O cliente de Natal usa os dois canais. Na pesquisa CNDL/SPC Brasil de 2025, 75% pretendiam comprar em lojas físicas e 58% online, e muitos combinam os dois. A loja pequena ganha quando mostra no Instagram, fecha no WhatsApp e entrega no balcão.
Quais formas de pagamento aceitar no Natal?
Aceite Pix e cartão de crédito parcelado no Natal. Segundo a CNDL/SPC Brasil, 54% dos compradores de 2025 planejavam pagar com Pix, 39% com cartão parcelado, 28% com débito e 23% em dinheiro. Como o cliente junta vários presentes numa compra, o parcelamento ajuda a fechar tickets maiores.
Vale a pena dar desconto no Natal?
Desconto no Natal deve ser pontual. O cliente compra por necessidade de presentear, então kit bem montado, preço claro e entrega garantida pesam mais que preço cortado. Promoção agressiva cabe melhor na Black Friday e na liquidação de janeiro.
Como montar kits de Natal com pouco dinheiro?
Monte kits de Natal com produtos que você já tem em estoque, combinando um item forte com um complemento de giro mais lento. O Sebrae lembra que o kit leva um produto que o cliente nem pensaria em comprar.
Quanto estoque comprar para o Natal?
O estoque de Natal se calcula pelo histórico do dezembro anterior: produtos que esgotaram merecem mais unidades, e os que sobraram não devem ser repetidos. Compre em duas levas, uma em outubro e uma reposição em dezembro só do que girar, para não ficar com caixa preso em janeiro.
A loja é obrigada a trocar presente de Natal?
Não, a loja física não é obrigada a trocar presente sem defeito por gosto, cor ou tamanho, pelo CDC. Mas, se a loja prometer troca na etiqueta, na nota ou de boca, a promessa vira obrigação, porque o artigo 30 do CDC diz que a oferta vincula o fornecedor.
Qual é o prazo para trocar presente com defeito?
O CDC dá 30 dias para reclamar de defeito em produto não durável, como roupa e cosmético, e 90 dias em produto durável, como eletrônico. A loja tem 30 dias para resolver; depois, o cliente escolhe entre troca, devolução do valor ou abatimento no preço.
Presente de Natal comprado pela internet pode ser devolvido?
Sim. O artigo 49 do CDC garante 7 dias para desistir da compra feita fora da loja física, incluindo internet e WhatsApp, contados do recebimento. O valor pago deve ser devolvido de imediato. O Decreto 7.962/2013 exige que a loja informe esse direito de forma clara.
Como fazer entrega no Natal sem atrasar?
Defina uma data limite de pedido para entrega antes do dia 24 e divulgue essa data no catálogo e no status do WhatsApp. Ofereça retirada no balcão como alternativa. O Baymard Institute mostra que 20% dos compradores online desistem por entrega lenta, e no Natal o atraso custa o presente.
MEI pode vender mais no Natal?
Sim, o MEI pode vender presentes no Natal como qualquer loja, respeitando o limite anual de faturamento da categoria. O cuidado é planejar o estoque com o caixa disponível, aceitar Pix e cartão por um intermediador e deixar CPF ou CNPJ visíveis na loja online, como exige o Decreto 7.962/2013.
O que fazer depois do Natal?
Depois do Natal, atenda as trocas com agilidade e ofereça um complemento a quem vier trocar. A Confi Neotrust mediu R$ 4,8 bilhões no e-commerce de 26 a 31 de dezembro de 2025, alta de 24,8%. Em janeiro, faça uma liquidação do que sobrou e registre o que vendeu para o próximo Natal.
Conclusão
O Natal de 2025 teve projeção de R$ 72,71 bilhões no varejo, segundo a CNC, 124,3 milhões de compradores com 4 presentes cada, segundo a CNDL/SPC Brasil, e R$ 369,4 bilhões de 13º no bolso do cliente, segundo o Dieese. Quem compra estoque pelo histórico, monta kits por destinatário, publica preço e chega forte no dia 19 de dezembro pega a maior fatia dessa data.
Para vender no balcão, no Instagram e no WhatsApp com um estoque só, conheça o catálogo digital do Stoqui, que tem plano gratuito com checkout Pix.
Referências
BAYMARD INSTITUTE. Cart abandonment rate statistics. Baymard Institute, 2025. Disponível em: https://baymard.com/lists/cart-abandonment-rate. Acesso em: 6 out. 2026.
BRASIL. Decreto nº 7.962, de 15 de março de 2013. Regulamenta a Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, para dispor sobre a contratação no comércio eletrônico. Brasília: Presidência da República, 2013. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/CCivil_03/_Ato2011-2014/2013/Decreto/D7962.htm. Acesso em: 6 out. 2026.
BRASIL. Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990. Dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras providências. Brasília: Presidência da República, 1990. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8078compilado.htm. Acesso em: 6 out. 2026.
DIEESE. Pagamento do 13º salário deve injetar R$ 369,4 bilhões na economia em 2025. São Paulo: Dieese, 13 nov. 2025. Disponível em: https://www.dieese.org.br/notaaimprensa/2025/decimoTerceiroSalario2025.pdf. Acesso em: 6 out. 2026.
ECONOMIC NEWS BRASIL. E-commerce no Brasil: faturamento no Natal 2025. Economic News Brasil, 22 dez. 2025. Disponível em: https://economicnewsbrasil.com.br/2025/12/22/e-commerce-no-brasil-faturamento-natal-2025/. Acesso em: 6 out. 2026.
FECOMÉRCIO MG. Expectativa do comércio para o 2º semestre de 2026. Belo Horizonte: Fecomércio MG, jul. 2026. Disponível em: https://fecomerciomg.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Expectativa-2o-semestre-2026.pdf. Acesso em: 6 out. 2026.
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MERCADO&CONSUMO. E-commerce fatura R$ 10,8 bilhões no Natal e Ano Novo. Mercado&Consumo, 8 jan. 2026. Disponível em: https://mercadoeconsumo.com.br/08/01/2026/ecommerce/e-commerce-fatura-r-108-bilhoes-no-natal-e-ano-novo/. Acesso em: 6 out. 2026.
MERCADO&CONSUMO. Vendas de Natal devem chegar a R$ 72,7 bi em 2025, no melhor resultado desde 2014. Mercado&Consumo, 3 dez. 2025. Disponível em: https://mercadoeconsumo.com.br/03/12/2025/noticias-varejo/vendas-de-natal-devem-chegar-a-r-727-bi-em-2025/. Acesso em: 6 out. 2026.
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PASCOAL, Isabella. Natal terá maior volume de vendas do varejo desde 2014, diz CNC. O Povo, 3 dez. 2025. Disponível em: https://www.opovo.com.br/noticias/economia/2025/12/03/natal-tera-maior-volume-de-vendas-do-varejo-desde-2014-diz-cnc.html. Acesso em: 6 out. 2026.
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SEBRAE. Últimos dias para alavancar as vendas em 2025. Agência Sebrae, 15 dez. 2025. Disponível em: https://agenciasebrae.com.br/economia-e-politica/ultimos-dias-para-alavancar-as-vendas-em-2025/. Acesso em: 6 out. 2026.
SEBRAE. WhatsApp se consolida nas vendas on-line enquanto Facebook e lojas próprias perdem fôlego. Agência Sebrae, 16 abr. 2026. Disponível em: https://agenciasebrae.com.br/dados/whatsapp-se-consolida-nas-vendas-on-line-enquanto-facebook-e-lojas-proprias-perdem-folego/. Acesso em: 6 out. 2026.
SILVA, Maria Regina. Vendas no Natal devem movimentar R$ 85 bi na economia brasileira, mostra pesquisa. Mercado&Consumo, 27 nov. 2025. Disponível em: https://mercadoeconsumo.com.br/27/11/2025/noticias-varejo/vendas-no-natal-devem-movimentar-r-85-bi-na-economia-brasileira-mostra-pesquisa/amp/. Acesso em: 6 out. 2026.
STOQUI. Catálogo online grátis para vender no WhatsApp. Stoqui, 2026. Disponível em: https://www.stoqui.com.br/catalogo-digital. Acesso em: 6 out. 2026.
STOQUI. Controle de estoque. Stoqui, 2026. Disponível em: https://www.stoqui.com.br/recursos/controle-de-estoque. Acesso em: 6 out. 2026.
Este guia foi produzido pela equipe do Stoqui, que atende mais de 40 mil lojistas no Brasil. Os dados vêm de fontes públicas listadas nas referências, consultadas em outubro de 2026. Os números do Stoqui são declarações da empresa. Preços, regras e funcionalidades podem ter sido atualizados desde a publicação.



