PDV no Celular: Como Montar a Frente de Caixa de uma Loja Pequena

PDV no Celular: Como Montar a Frente de Caixa de uma Loja Pequena

Leonardo Haddad|

PDV no celular é um aplicativo que transforma o seu telefone no caixa da loja: você busca ou bipa o produto, escolhe a forma de pagamento, registra a venda e o estoque baixa na hora. Para montar a frente de caixa de uma loja pequena, bastam celular, app de PDV, maquininha ou Pix e, se quiser, leitor e impressora térmica.

Não precisa de computador nem sistema caro. Precisa de método.

Neste guia você vê o que comprar, o que a lei exige no caixa (preço, nota fiscal e desconto no Pix) e como montar tudo em uma tarde.

Pontos-chave

  • O Pix respondeu por 54,7% das transações de pagamento do país no 2º semestre de 2025, contra 30,4% dos cartões, segundo dados do Banco Central divulgados pela Lets Money.
  • Os cartões movimentaram R$ 4,5 trilhões em 2025, alta de 10,1%, segundo a Abecs; o caixa da loja pequena precisa aceitar Pix e cartão.
  • Em São Paulo, a NFC-e é obrigatória desde 01/01/2026 para todo o varejo paulista, segundo a Secretaria da Fazenda de SP; cada estado tem o próprio cronograma.
  • O MEI é dispensado de emitir nota na venda para consumidor final pessoa física, pela LC 123/2006, art. 26, § 6º, II, mas emite quando vende para CNPJ.
  • Pela Lei 10.962/2004, art. 5º, se o preço da etiqueta e o do caixa divergem, o consumidor paga o menor.
  • A Lei 13.455/2017 autoriza preço diferente por forma de pagamento, e o desconto no Pix precisa estar informado em local visível.
  • Recibo de venda não é nota fiscal: o comprovante impresso pelo PDV é um cupom não fiscal.

O que é PDV no celular e o que ele faz numa loja pequena?

PDV no celular é o ponto de venda que roda num aplicativo de smartphone, no lugar do computador com monitor e teclado. PDV (Ponto de Venda) é o lugar e o sistema onde a venda é registrada: produtos, quantidades, preço, desconto, forma de pagamento e troco. Frente de caixa é o nome que o varejo dá a esse conjunto, o balcão onde o cliente paga.

Num PDV no celular, o lojista abre o app, procura o produto pelo nome ou lê o código de barras com a câmera, monta o carrinho e fecha a venda. O app grava a venda, baixa o estoque e soma no relatório do dia, sem computador.

PDV, frente de caixa e maquininha são a mesma coisa?

Não. PDV, frente de caixa e maquininha fazem trabalhos diferentes e se completam. A maquininha de cartão processa o pagamento: passa o cartão, aprova e manda o dinheiro para a sua conta. O PDV registra a venda: o que saiu, por quanto, de que jeito foi pago e quanto sobrou no estoque.

A maquininha sabe que entraram R$ 80 no débito, mas não sabe que foram duas camisetas tamanho M. Sem o PDV, estoque e produto mais vendido ficam no achismo.

O que muda entre o PDV no celular e o caixa tradicional?

O PDV no celular troca equipamento fixo por mobilidade e custo baixo. O caixa tradicional usa computador, monitor, leitor com fio e impressora. O PDV no celular usa o aparelho que o lojista já tem no bolso.

Com ele, a venda acontece em pé, no provador, na feira ou na entrega. A Sefaz de Minas Gerais, ao descrever a NFC-e, informa que o documento pode ser impresso em "qualquer impressora não fiscal" e dispensa autorização prévia do equipamento.

Por que montar a frente de caixa no celular faz sentido em 2026?

A frente de caixa no celular faz sentido porque o cliente já paga, compra e conversa pelo celular. Segundo as Estatísticas de Pagamentos de Varejo do Banco Central, divulgadas pela Lets Money, o Pix respondeu por 54,7% das transações no 2º semestre de 2025, com 42,9 bilhões de operações e valor médio de R$ 456. Os cartões ficaram com 30,4%.

O cartão segue forte. Segundo a Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços), os cartões movimentaram R$ 4,5 trilhões em 2025, alta de 10,1%, com 48,1 bilhões de transações. Sobre o fim do ano, Giancarlo Greco, presidente da Abecs, disse que "houve uma diluição na concentração dos gastos no quarto trimestre", ou seja, o consumo se espalhou mais pelos meses.

Indicador Número Período Fonte
Participação do Pix nas transações de pagamento 54,7% 2º semestre de 2025 Banco Central (via Lets Money)
Participação dos cartões nas transações 30,4% 2º semestre de 2025 Banco Central (via Lets Money)
Recorde diário de Pix 318,07 milhões de transações 4/9/2026 Banco Central (via Lets Money)
Valor movimentado com cartões R$ 4,5 trilhões (alta de 10,1%) 2025 Abecs
Pagamentos por aproximação R$ 883 bilhões (alta de 37,1%) 1º semestre de 2025 Abecs (via CNN Brasil)
Usuários de internet que acessam só pelo celular 65% 2025 Cetic.br, TIC Domicílios
Pequenos negócios com maquininha 56% 2021 Sebrae (via Mundo RH)

Fonte: elaboração própria com base em Banco Central, Abecs, Cetic.br e Sebrae.

Segundo a TIC Domicílios 2025, do Cetic.br, 65% dos usuários de internet no Brasil acessam a rede exclusivamente pelo celular, e 75% usam Pix. O Sebrae, no Pulso dos Pequenos Negócios de abril de 2026, mostrou que 82% dos pequenos negócios vendem pelo WhatsApp.

A maquininha virou item básico do pequeno varejo. Uma pesquisa do Sebrae com 3.520 entrevistas, divulgada em 2021, mostrou que o uso de maquininha pelos pequenos negócios subiu de 39% em 2016 para 56% em 2021, e que 41% tinham mais de uma. Carlos Melles, então presidente do Sebrae, resumiu: os empreendedores "precisam se adequar às exigências dos consumidores".

O que a lei exige no caixa de uma loja pequena?

A lei exige três coisas no caixa: preço claro e igual em todo lugar, documento fiscal quando a regra do seu estado e do seu porte mandar, e transparência sobre desconto por forma de pagamento. Nenhuma dessas regras depende do equipamento: valem para o caixa no computador e para o PDV no celular.

Qual nota fiscal a loja pequena precisa emitir no balcão?

A nota do balcão é a NFC-e (Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica, modelo 65), e a obrigatoriedade varia por estado. O portal DF-e da Sefaz do Rio Grande do Sul descreve o projeto como "um modelo nacional de documento fiscal eletrônico" que substitui o documento em papel, com "validade jurídica garantida pela assinatura digital do emitente".

Em São Paulo, a Secretaria da Fazenda informa que "a emissão de NFC-e passa a ser obrigatória a partir de 01/01/2026 para todo o varejo paulista", substituindo o CF-e-SAT (modelo 59) e a nota de venda ao consumidor modelo 02. Em Minas Gerais, o credenciamento segue a Portaria SRE 277/2025. Por isso, confirme a regra na Sefaz do seu estado antes de montar o caixa.

O MEI tem regra própria. A Lei Complementar 123/2006, no art. 26, § 6º, II, diz que é obrigatória a emissão de documento fiscal nas vendas do MEI "para destinatário cadastrado no CNPJ, ficando dispensado desta emissão para o consumidor final". O Portal do Empreendedor, do governo federal, acrescenta que a nota para pessoa física é devida quando o próprio consumidor pedir.

Como o preço precisa aparecer na loja?

O preço precisa estar visível, legível e igual no produto e no caixa. O Decreto 5.903/2006, art. 4º, determina que os preços "devem ficar sempre visíveis aos consumidores enquanto o estabelecimento estiver aberto". O art. 9º, VII, classifica como infração "atribuir preços distintos para o mesmo item".

A Lei 10.962/2004, art. 5º, fecha a conta: se houver divergência entre os sistemas de preço da loja, "o consumidor pagará o menor dentre eles". Karina Alfano, gerente de relacionamento do Idec, resume a regra: "o consumidor tem o direito de pagar o menor valor". Num PDV no celular, isso significa manter o preço do app igual ao da etiqueta.

Pode dar desconto no Pix e cobrar mais no cartão?

Sim, pode. A Lei 13.455/2017 autoriza "a diferenciação de preços de bens e serviços oferecidos ao público em função do prazo ou do instrumento de pagamento utilizado". A mesma lei incluiu o art. 5º-A na Lei 10.962/2004, que obriga o lojista a informar o desconto "em local e formato visíveis ao consumidor".

Exigência Norma O que fazer no caixa Quem cumpre
Preço visível enquanto a loja estiver aberta Decreto 5.903/2006, art. 4º Etiqueta, gôndola ou cartaz em todos os itens expostos Lojista
Mesmo preço na etiqueta e no caixa Decreto 5.903/2006, art. 9º, VII; Lei 10.962/2004, art. 5º Atualizar o app e a etiqueta juntos; na divergência, cobrar o menor Lojista e quem opera o caixa
Desconto por forma de pagamento informado Lei 13.455/2017; Lei 10.962/2004, art. 5º-A Placa visível com o preço no Pix ou no dinheiro Lojista
Preço parcelado completo Decreto 5.903/2006, art. 3º Informar total, número e valor das parcelas e juros Lojista
NFC-e no varejo paulista Sefaz SP Emitir NFC-e desde 01/01/2026, com credenciamento e CSC Contribuinte do varejo em SP
Nota do MEI LC 123/2006, art. 26, § 6º, II Emitir para CNPJ; para pessoa física, só se o cliente pedir MEI

Fonte: elaboração própria com base na Lei 10.962/2004, Decreto 5.903/2006, Lei 13.455/2017, LC 123/2006, Sefaz SP e Portal do Empreendedor.

O que você precisa para montar a frente de caixa no celular?

Para montar a frente de caixa no celular você precisa de um celular, um app de PDV e um jeito de receber; leitor e impressora entram conforme o movimento. O kit mínimo cabe numa gaveta.

  • Celular Android ou iPhone com internet estável e carregador no balcão.
  • Aplicativo de PDV que registre a venda, aceite várias formas de pagamento e dê baixa no estoque automaticamente.
  • Maquininha de cartão para débito, crédito e aproximação, já que o app de PDV registra a venda, mas quem processa o cartão é a maquininha.
  • Chave Pix da conta da loja em QR Code impresso no balcão, para o cliente pagar sem esperar.
  • Leitor de código de barras, que pode ser a própria câmera do celular ou um leitor USB comum no computador.
  • Impressora térmica Bluetooth de 58 mm para levar no bolso, ou USB de 80 mm para balcão fixo, se o cliente pede comprovante em papel.
  • Troco organizado em dinheiro, com o PDV calculando o troco para evitar erro de conta.

Onde o caixa no caderno e na maquininha solta falha?

O caixa no caderno falha porque separa venda, pagamento e estoque em três lugares que não conversam. No fim do mês, nada bate.

  • Venda sem registro: no movimento, o lojista passa o cartão e esquece de anotar, e o produto some do estoque sem explicação.
  • Estoque fantasma: o catálogo online mostra peça que já foi vendida no balcão, e o cliente do WhatsApp paga por algo que não existe mais.
  • Preço divergente: a etiqueta diz um valor, a lista do caderno diz outro, e pela Lei 10.962/2004 o cliente paga o menor.
  • Troco errado: a conta feita de cabeça na hora do aperto gera diferença no caixa que ninguém sabe explicar.
  • Fiado esquecido: o cliente leva, promete pagar depois e a dívida fica num papel que ninguém acha.
  • Lucro invisível: sem saber quanto vendeu de cada produto e por quanto, o lojista não sabe qual item dá dinheiro e qual só ocupa espaço.

Como montar o PDV no celular passo a passo?

Montar o PDV no celular leva uma tarde: cadastrar produtos, definir pagamentos, ajustar preço e testar uma venda. Siga a ordem abaixo para não precisar refazer nada depois.

  1. Defina como a loja vai operar. Liste onde você vende e quem opera o caixa. Se você é MEI, confirme com o contador se a sua venda exige nota; se não for, confirme a regra de NFC-e na Sefaz do seu estado.
  2. Instale o aplicativo de PDV e crie a conta da loja. Prefira um app que funcione no celular e no navegador do computador, para trocar de aparelho quando precisar. Cadastre o nome da loja e os dados que vão sair no recibo.
  3. Cadastre os produtos com preço, estoque e código. Comece pelos 20 itens que mais vendem. Use o código de barras da embalagem quando houver; quem fabrica o próprio produto pode ver como conseguir código de barras EAN-13.
  4. Configure as formas de pagamento. Ative dinheiro, Pix, débito, crédito e, se você vende assim, fiado e parcelado. Se for dar desconto no Pix, coloque uma placa visível no balcão, como manda a Lei 10.962/2004, art. 5º-A.
  5. Prepare o recebimento. Deixe a maquininha carregada e o QR Code do Pix impresso no balcão. O guia de Pix para lojistas explica como receber e conferir cada pagamento sem cair em golpe.
  6. Conecte os acessórios, se for usar. Pareie a impressora térmica pelo Bluetooth e teste a leitura do código de barras pela câmera. Faça isso antes de abrir a loja, não com cliente esperando.
  7. Faça uma venda de teste completa. Venda um produto para você mesmo, pague no Pix, confira se o estoque baixou e se o relatório mostrou a venda. Depois, cancele ou ajuste o estoque.
  8. Feche o caixa todo dia. No fim do expediente, compare o relatório do app com o extrato da maquininha, o Pix recebido e o dinheiro na gaveta. A diferença aparece no mesmo dia.

Como escolher o app de PDV para celular?

Escolha o app de PDV pelo que ele faz na hora da venda e pelo que ele conta depois dela. Pesam baixa automática de estoque, formas de pagamento, leitor, recibo, relatório e, se exigida, NFC-e.

Critério Caderno e maquininha App de PDV simples App de PDV com estoque e catálogo PDV com emissão de NFC-e
Registro da venda Manual, sujeito a esquecimento Automático Automático Automático
Baixa de estoque Não tem Depende do app Na hora, inclusive das vendas online Na hora
Formas de pagamento Só o que a maquininha aceita, sem registro do dinheiro Dinheiro, Pix e cartão Dinheiro, Pix, cartão, fiado e parcelado Todas, com documento fiscal
Recibo Papel escrito à mão Às vezes Impresso, PDF ou WhatsApp Recibo e NFC-e
Indicado para Começo bem pequeno Quem só vende no balcão Quem vende no balcão e no WhatsApp Quem é obrigado a emitir NFC-e

Fonte: elaboração própria com base nas regras da Sefaz SP e da LC 123/2006 e nas páginas de PDV e de impressão de recibos do Stoqui.

Teste o app no seu pior dia: sábado de movimento, internet ruim e fila no balcão. Se funcionar ali, serve para a semana toda.

Quais erros mais comuns na frente de caixa da loja pequena?

Os erros mais comuns na frente de caixa são de processo, não de equipamento, e cada um tem uma consequência no bolso.

  • Não registrar a venda no PDV quando o pagamento é na maquininha: o estoque fica errado e o relatório não mostra o produto que mais vende.
  • Mudar o preço na etiqueta e esquecer o app: o cliente tem direito ao menor preço, pelo art. 5º da Lei 10.962/2004, e a loja perde a diferença.
  • Esconder o desconto do Pix: a Lei 10.962/2004, art. 5º-A, exige informação visível.
  • Achar que recibo é nota fiscal: o comprovante do PDV é um cupom não fiscal e não substitui a NFC-e onde ela é obrigatória.
  • Anunciar só o valor da parcela: o Decreto 5.903/2006 exige o preço total à vista e, no parcelado, o total, o número e o valor das prestações.
  • Pular o fechamento diário: a diferença de caixa acumula e, no fim do mês, ninguém descobre onde o dinheiro sumiu.
  • Ignorar a tarifa do Pix: o Sebrae explica que o MEI, em regra, não paga Pix, mas pode ser tarifado acima de 30 Pix recebidos por mês ou com QR Code dinâmico, conforme o banco.

Como o Stoqui funciona como PDV no celular?

O Stoqui tem PDV no celular, para Android e iPhone, e no computador, pelo navegador. No celular, a câmera vira leitor de código de barras; no computador, funciona um leitor USB comum. O PDV registra vendas no balcão, na feira ou na entrega, com dinheiro e troco automático, Pix, cartão de crédito e débito, fiado vinculado ao cliente, parcelado e cupom de desconto.

O Stoqui não processa o cartão: você passa o cartão na sua maquininha e registra a venda como cartão no app. O estoque baixa sozinho na mesma hora e é o mesmo para a loja física e para o catálogo online. O recibo sai em impressora térmica Bluetooth ou USB, de 58 mm ou 80 mm, em PDF ou pelo WhatsApp, e o Stoqui avisa que esse comprovante é um cupom não fiscal.

Os limites estão na página de venda presencial com PDV do Stoqui: o plano Grátis permite até 10 vendas presenciais, o Lite (R$ 39/mês) até 100 por mês, e o Pro (R$ 59/mês) libera vendas ilimitadas, leitor de código de barras e impressão de recibos. A emissão de NF-e e NFC-e fica no plano Black (R$ 109/mês), segundo o Stoqui, que atende mais de 40 mil lojistas.


Perguntas frequentes sobre PDV no celular

Dá para usar o celular como caixa de loja?

Sim. Um aplicativo de PDV transforma o celular no caixa da loja: registra produtos, preço, forma de pagamento e troco, e dá baixa no estoque. Para receber cartão, você ainda precisa de uma maquininha ou de outro meio de pagamento; o app registra a venda, a maquininha processa o pagamento.

PDV no celular precisa de internet?

Na prática, sim. O PDV no celular grava a venda e atualiza o estoque pela internet, e a NFC-e é transmitida em tempo real à Sefaz. Tenha um plano de dados reserva ou roteador. Para a NFC-e, a Sefaz SP orienta a contingência offline quando o sistema autorizador está fora do ar.

Qual a diferença entre PDV e maquininha de cartão?

A maquininha processa o pagamento com cartão e manda o dinheiro para a sua conta. O PDV registra a venda completa: quais produtos saíram, preço, desconto, forma de pagamento e estoque. Usar só a maquininha deixa o lojista sem saber o que vendeu; o ideal é usar os dois juntos.

MEI precisa emitir nota fiscal no balcão?

Não, na venda para consumidor final pessoa física. A LC 123/2006, art. 26, § 6º, II, dispensa o MEI de emitir documento fiscal para consumidor final, mas exige quando o comprador tem CNPJ. O Portal do Empreendedor orienta emitir também quando o cliente pessoa física pedir a nota.

O que é NFC-e?

NFC-e é a Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica, modelo 65, usada nas vendas de varejo para consumidor final. A NFC-e substitui o cupom fiscal em papel, é transmitida em tempo real à Sefaz e tem validade jurídica pela assinatura digital do emitente. Pode ser impressa em impressora não fiscal comum.

A NFC-e é obrigatória em todos os estados?

A regra de obrigatoriedade da NFC-e varia por estado. Em São Paulo, a Sefaz informa que a NFC-e é obrigatória desde 01/01/2026 para todo o varejo paulista. Em Minas Gerais, o credenciamento segue a Portaria SRE 277/2025. Consulte a Sefaz do seu estado e o seu contador antes de decidir.

Recibo do PDV vale como nota fiscal?

Não. O recibo impresso pelo PDV é um comprovante de venda, um cupom não fiscal, e não substitui a nota fiscal. Ele serve para o cliente conferir itens, valores e forma de pagamento. Se a sua loja é obrigada a emitir NFC-e, o recibo não cumpre essa obrigação.

Preciso de CNPJ para usar um PDV no celular?

Não, na maioria dos aplicativos. No Stoqui, a conta pode ser criada com CPF ou CNPJ. O CNPJ passa a ser necessário para emitir nota fiscal, que exige também certificado digital. Para formalizar a loja, veja como abrir MEI passo a passo.

Qual impressora usar no PDV do celular?

Use uma impressora térmica. A impressora térmica Bluetooth de 58 mm é pequena, portátil e imprime direto do celular, boa para feira e entrega. A impressora térmica USB de 80 mm é o padrão de balcões fixos. Se o cliente aceita comprovante digital, o PDF ou o WhatsApp dispensam o papel.

Preciso comprar leitor de código de barras?

Não necessariamente. Muitos aplicativos de PDV usam a câmera do celular como leitor de código de barras. Um leitor USB vale a pena no computador, quando o movimento é grande e a fila cresce. Para quem vende poucos itens por dia, buscar o produto pelo nome no app também funciona.

Posso dar desconto para pagamento no Pix?

Sim. A Lei 13.455/2017 autoriza preço diferente conforme a forma de pagamento. O desconto no Pix ou no dinheiro precisa estar informado em local e formato visíveis ao consumidor, como exige o art. 5º-A da Lei 10.962/2004. Uma placa no balcão com os dois preços resolve.

O que acontece se o preço do caixa for diferente da etiqueta?

O cliente paga o menor preço. A Lei 10.962/2004, art. 5º, determina que, havendo divergência entre os sistemas de preço do estabelecimento, prevalece o menor valor. O Decreto 5.903/2006, art. 9º, VII, trata como infração atribuir preços distintos para o mesmo item.

MEI paga tarifa para receber Pix no caixa?

Em regra, não. O Sebrae explica que MEI e empresário individual, como pessoas físicas, em regra não são cobrados no Pix. O banco pode tarifar o recebimento com fins comerciais acima de 30 Pix por mês ou com QR Code dinâmico. Confira a tabela de tarifas do seu banco.

Como registrar venda fiada no PDV?

Escolha a forma de pagamento fiado e vincule a venda ao cliente. Um PDV que controla fiado guarda quanto cada cliente deve, sem caderno. O produto sai do estoque na hora, e a dívida fica registrada no nome do cliente até ele pagar.

O PDV no celular integra com a maquininha?

Depende do aplicativo. Muitos PDVs não se conectam à maquininha: você passa o cartão nela e registra a venda como cartão no app. É o caso do Stoqui. Nesse modelo, no fechamento do caixa, compare o relatório do app com o extrato da maquininha para encontrar diferenças.

Como fechar o caixa no fim do dia?

Compare três números: o total de vendas do relatório do PDV, o que entrou na maquininha e no Pix, e o dinheiro na gaveta menos o troco inicial. Se tudo bater, o caixa fechou. Se não bater, revise as vendas do dia enquanto ainda lembra de cada atendimento.

Dá para usar o mesmo estoque na loja física e na loja online?

Sim, quando o PDV e o catálogo usam o mesmo sistema. A venda no balcão baixa o estoque e o produto some do catálogo online quando acaba. Isso evita vender pelo WhatsApp uma peça que já saiu no balcão, um problema comum de quem controla estoque no caderno.

Quantas pessoas podem operar o caixa no celular?

Depende do aplicativo e do plano. Antes de contratar, verifique se o app permite mais de um usuário e se mostra quem fez cada venda. Em loja com funcionário, isso ajuda a conferir o caixa por turno e a identificar onde está a diferença. No Stoqui, os planos Pro (você e mais 2 vendedores) e Black (você e mais 10) dão a cada pessoa o próprio acesso, e cada pedido mostra quem vendeu.

O PDV no celular serve para feira e venda na rua?

Sim, é onde ele mais faz diferença. Com celular, maquininha, QR Code do Pix e uma impressora térmica Bluetooth de 58 mm, a banca vira frente de caixa completa. Leve carregador portátil e confira o sinal de internet do local antes do primeiro dia de feira.

Quanto custa montar a frente de caixa no celular?

Pode custar zero para começar, usando o celular que você já tem e um plano grátis de PDV. No Stoqui, o plano Grátis registra até 10 vendas presenciais, e o Pro, de R$ 59/mês, libera vendas ilimitadas, leitor e recibo. Maquininha e impressora térmica são custos à parte.

Conclusão

O cliente já paga no Pix e no cartão. A frente de caixa da loja pequena cabe no celular: app de PDV, maquininha, QR Code do Pix e, quando o movimento pedir, leitor e impressora térmica. O que não pode faltar é preço igual na etiqueta e no caixa, desconto informado e a nota fiscal que a regra do seu estado e do seu porte exige.

Para montar o seu caixa hoje, crie a conta grátis no PDV do Stoqui, cadastre seus 20 produtos que mais vendem e faça a primeira venda de teste ainda nesta tarde.

Referências

BRASIL. Decreto nº 5.903, de 20 de setembro de 2006. Regulamenta a Lei nº 10.962, de 11 de outubro de 2004, e a Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990. Brasília: Presidência da República, 2006. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/decreto/d5903.htm. Acesso em: 6 out. 2026.

BRASIL. Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990. Dispõe sobre a proteção do consumidor. Brasília: Presidência da República, 1990. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8078compilado.htm. Acesso em: 6 out. 2026.

BRASIL. Lei nº 10.962, de 11 de outubro de 2004. Dispõe sobre a oferta e as formas de afixação de preços de produtos e serviços para o consumidor. Brasília: Presidência da República, 2004. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2004/lei/l10.962.htm. Acesso em: 6 out. 2026.

BRASIL. Lei nº 13.455, de 26 de junho de 2017. Dispõe sobre a diferenciação de preços de bens e serviços oferecidos ao público em função do prazo ou do instrumento de pagamento utilizado. Brasília: Presidência da República, 2017. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/lei/l13455.htm. Acesso em: 6 out. 2026.

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CETIC.BR. TIC Domicílios 2025: resumo executivo. São Paulo: Comitê Gestor da Internet no Brasil, 2026. Disponível em: https://www.cetic.br/media/docs/publicacoes/2/pt-br/20260511173151/tic_domicilios_2025_resumoexecutivo%20pt.pdf. Acesso em: 6 out. 2026.

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RIO GRANDE DO SUL. Secretaria da Fazenda. NFC-e. Portal DF-e SVRS, 2026. Disponível em: https://dfe-portal.svrs.rs.gov.br/Nfce. Acesso em: 6 out. 2026.

SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Fazenda e Planejamento. NFC-e: Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica. Portal da Fazenda, 2026. Disponível em: https://portal.fazenda.sp.gov.br/servicos/nfce. Acesso em: 6 out. 2026.

SEBRAE. Saiba quando seu pequeno negócio pode ser tarifado ao usar o Pix. Agência Sebrae, 2026. Disponível em: https://agenciasebrae.com.br/dados/saiba-quando-seu-pequeno-negocio-pode-ser-tarifado-ao-usar-o-pix. Acesso em: 6 out. 2026.

SEBRAE. WhatsApp se consolida nas vendas on-line enquanto Facebook e lojas próprias perdem fôlego. Agência Sebrae, 16 abr. 2026. Disponível em: https://agenciasebrae.com.br/dados/whatsapp-se-consolida-nas-vendas-on-line-enquanto-facebook-e-lojas-proprias-perdem-folego/. Acesso em: 6 out. 2026.

STOQUI. Impressão de recibos. Stoqui, 2026. Disponível em: https://www.stoqui.com.br/recursos/impressao-de-recibos. Acesso em: 6 out. 2026.

STOQUI. Planos. Stoqui, 2026. Disponível em: https://www.stoqui.com.br/planos. Acesso em: 6 out. 2026.

STOQUI. Venda presencial com PDV. Stoqui, 2026. Disponível em: https://www.stoqui.com.br/recursos/venda-presencial-pdv. Acesso em: 6 out. 2026.

Este guia foi produzido pela equipe do Stoqui, que atende mais de 40 mil lojistas no Brasil. Os dados vêm de fontes públicas listadas nas referências, consultadas em outubro de 2026. Os números do Stoqui são declarações da empresa. Preços, regras e funcionalidades podem ter sido atualizados desde a publicação.

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